sábado, 31 de janeiro de 2009

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009: REUNIÃO DE PRESIDENTES "DECRETA O FIM DO CAPITALISMO"


Falou-se em “sepultar o capitalismo para que o capitalismo não sepulte o mundo”, e na necessidade de se construir o socialismo do século 21. Os países ricos foram culpados pela crise e seus representantes reunidos em Davos foram chamados de “moribundos”. No FSM, neste dia 29, os presidentes deram o recado: ''Um outro mundo é possível, necessário e está nascendo hoje na América Latina”.


O sentido do encontro

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa iniciou a atividade registrando que aquele era um momento histórico. “Todos os olhos de quem acredita que um outro mundo é possível estão voltados para cá, porque a presença desses presidentes é a demonstração de que construir esse novo mundo é possível. Essa é a vitória da democracia, esse momento enche o nosso coração de esperança porque nós estamos escrevendo um novo caminho”. E, de fato, a conferência, que reuniu mais de 10 mil pessoas em Belém, entra para a história como o evento mais importante de todas as edições do Fórum Social Mundial.

O FSM, que nasceu em 2001 para ser um contraponto à reunião de Davos, na Suiça, ao reunir cinco presidentes de países importantes da América Latina, nesta 9ª edição, demarca um importante campo político com o modelo econômico mundial vigente. Mostra que uma alternativa não apenas é viável, mas já está sendo construída através das experiências latino-americanas.

O mediador do encontro dos presidentes, Cândido Grzybowski, diretor-geral do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), que ao lado do Instituto Paulo Freire e da CUT co-promoveu a atividade, iniciou afirmando que “queremos abrir pontos de diálogo com governantes, inclusive com Barack Obama, se for o caso; mas com aqueles que neste momento estão em Davos nós não temos nada para trocar, e sim cobrar porque eles são os artífices da crise''. E apontou o objetivo do encontro dos presidentes: “É um esforço mútuo de indagar questões e mapear convergência e divergências”.


Sepultura para o capitalismo

Evo Morales foi o primeiro presidente a se dirigir ao público, onde havia índios de várias regiões da Pan-Amazônia, participantes de mais de cem países do mundo, que representavam movimentos sociais e organizações não-governamentais. Ele afirmou que “esse é o início de uma série de encontros dos presidentes antineoliberais contra o capitalismo”.

Morales falou do referendo na Bolívia, que aprovou a nova Constituição por 61,5% dos votos válidos. “No último domingo, abrimos uma nova página em nosso país para que nunca mais privatizemos nossos recursos naturais, e para reconhecermos os direitos das populações originárias numa demonstração da consciência do povo boliviano”.

Ao referir-se à crise, que é parte da crise do capitalismo, o presidente da Bolívia foi taxativo: “Se nós – o povo do mundo – não conseguirmos sepultar o capitalismo, o capitalismo vai sepultar o mundo”.

Ele propôs a criação de quatro campanhas para combater a crise, fortalecer a economia e a soberania das nações pobres. Uma campanha mundial pela paz, que julgue os responsáveis por guerras nos tribunais de justiça e que acabe com o direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, “porque não é possível que um país tenha mais direito que 160 nações”. A luta por uma nova ordem econômica e social de justiça e desenvolvimento, que reforme os organismos internacionais e que paute o mundo por indicadores de distribuição de riqueza seria a segunda campanha.

Ele defendeu ainda uma campanha para salvar o planeta, alterando os padrões de consumo da sociedade; e outra campanha que valorize a humanidade através da diversidade e respeito cultural. “Só uma humanidade que valoriza a si mesma pode sepultar o capitalismo”.


Os moribundos de Davos

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi duro ao se referir ao Fórum Econômico Mundial. “Os representantes do capitalismo estão reunidos neste momento em Davos para traçar as linhas de ação do mundo frente à crise. Eles que são os responsáveis por essa crise querem nos dar lições”, ironizou e em seguida, não poupou palavras: “Lá estão reunidos os moribundos”.

Correa, que é economista, caracterizou esta crise como sendo uma crise de todo o sistema capitalista, “uma forma imoral de acumulação de riquezas que levou os países à miséria”. Ele denunciou o fato de os defensores da primazia do capital financeiro sobre o capital produtivo recorrerem agora ao Estado para salvar suas economias.

“No Equador temos resistido ao neoliberalismo, estamos pondo fim à noite neoliberal. É hora de algo novo e felizmente esse novo está surgindo aqui na América Latina”, disse Correa ao iniciar uma exposição sobre o nascimento do socialismo do século 21, que exige uma ação conjunta e coletiva e atribui um papel importante ao Estado.

“Não somos estatistas, mas o que é necessário é uma ação coletiva para superar as dificuldades do povo e o Estado pode ser o estruturador dessas ações”, e informou que “no Equador temos um Plano Nacional de Desenvolvimento que articula todas as políticas públicas do Estado para impulsionar o desenvolvimento da economia e a diminuição das misérias e desigualdades sociais”.


Socialismo do século 21

Rafael Correa conclamou a todos para contestarem a idéia de que o socialismo é um regime incompetente. “Socialismo é muito mais justiça, mas é muito mais eficiência também”. Mas alertou: “Temos que ter os olhos bem abertos e os pés na terra ao aplicar o socialismo para não cometermos erros que outras experiências cometeram”.

Correa avaliou como um desses erros o fato de que o socialismo tradicional apresentou apenas uma nova forma de produção e desenvolvimento mais acelerados e com mais justiça social, mas baseada no mesmo conceito de consumo do capitalismo, o consumo de massa. “O socialismo do século 21 vai propor um novo modelo de desenvolvimento, estamos com a oportunidade de criar algo novo e melhor”.

O presidente equatoriano apontou como principal caminho para enfrentar a crise acelerar a integração da América Latina. “Como nunca antes temos que estar unidos, buscar intercâmbio para criar políticas conjuntas de infra-estrutura energética, de saúde, de educação. Temos que acelerar o Banco do Sul, que pode servir para nos proteger um pouco da crise . Só com a organização dos Estados Latino-americanos vamos fazer frente ao capitalismo.

Concluiu dizendo que é preciso ter cuidado com a crise, porque ao mesmo tempo que ela pode gerar oportunidades, “pode também ser usada para desestabilizar os nosso governos”. Ao se despedir do público de Belém, usou a saudação imortalizada por Che “Até a vitória, sempre!''.


A peste econômica

Usando uma retórica mais poética e cheia de simbolismos, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, saudou o Fórum dizendo que via com muita alegria “esse espírito humanista e a solidariedade inteligente para enfrentar os nossos desafios com dureza e ternura. Estamos ensinando para todos que existe uma alternativa, que sim é possível transformar o planeta. Os que perguntam para que serve o FSM não aprenderam a olhar ao seu redor – há mudanças na América Latina e a esperança de que haja mudanças no norte também”, disse, referindo-se indiretamente à eleição de Barack Obama.

Lugo nomeou a crise econômica como resultado da ação inconseqüente dos países ricos, o neoliberalismo, “a peste econômica que atingiu a América latina nos anos 90”. Para ele, uma das formas de enfrentar esse momento é a ação conjunta e soberana das nações latino-americanas. “Nós temos os Andes, a Amazônia, temos a maior fonte de energia renovável do mundo, um banco diversificado de plantas medicinais, então, o que nos falta? Falta muito e pouco. Falta usar esses recursos para fortalecer nossas economias”, avaliou.

Denunciou os crimes cometidos no Oriente Médio. “Como é possível, nesse momento em que a humanidade domina a tecnologia, haverespaço para as mortes mais cruéis?”, indagou, referindo-se aos ataques de Israel à faixa de Gaza. “Não podemos ser apenas observadores diante a ameaça planetária de guerra”.

“As mudanças já se vêem, já se respiram nos ares do Fórum Social Mundial”, afirmou e, citando o cantor brasileiro Geraldo Vandré, conclamou a todos para que continuemos “caminhando e cantanto e seguindo a canção – aprendendo e ensinando uma nova lição”.


Vamos apurar nossa unidade

Num dos discursos mais rápidos que já proferiu, Hugo Chávez usou cerca de 15 minutos para expressar sua crença de que “a cada ano que passa o evento político mais importante do mundo é o Fórum Social Mundial”. Para Chávez a criação do FSM foi muito oportuna porque aconteceu num momento de efervescência política no continente.

“A América Latina foi o laboratório do neoliberalismo que, como disse Eduardo Galeano, arrasou nosso continente. Assim como a América Latina recebeu a maior dose de veneno neoliberal, foi também onde brotaram com mais força as mudanças que vão transformar o nosso planeta. Outro mundo é possível, necessário e está nascendo hoje na América Latina”, afirmou com a contundência que lhe é peculiar o presidente da Venezuela.

Chávez disse que 2009 vai ser duro para o mundo, “segundo a OIT – Organização Internacional do Trabalho, se perderão 50 milhões de postos de trabalho e a fome deverá crescer e chegar à casa de 1 bilhão de pessoas. Não podemos esperar nada dos outros, mas de nós mesmo”.

O líder bolivariano fez um apelo pelo aprofundamento da unidade. “Diante dessa crise temos que apurar nossa unidade, com o Banco do Sul, com o fortalecimento das nossas empresas energéticas, com estratégias de articulação de um projeto latino-americano. Nesse projeto unitário está o coração do novo continente”, avaliou.

Para Chávez, ''o socialismo é o único caminho, porém ele não pode ser cópia, tem que ser criação. Nós somos presidentes graças ao despertar dos nossos povos, e por isso vocês têm que continuar lutando”.


Mudanças em curso

Lula optou pela informalidade e deixou de lado o discurso que iria ler. Começou fazendo um pedido: “Guardem esta fotografia porque hoje a gente pode até reclamar dos presidentes que nós temos, mas até bem pouco tempo os que ousavam discordar de seus presidentes eram perseguidos e mortos, muitos jovens pegaram em armas para lutar pela democracia e hoje nós estamos aqui fazendo o que eles sonharam. O mundo mudou tanto que era impossível dizer que um bispo da Igreja Católica seria presidente do Paraguai, que um jovem economista ia chegar à presidência do Equador, impossível pensar que um índio com cara de índio e jeito de índio chegasse à presidência da Bolívia e, aqui no Brasil, era impossível pensar que um torneiro-mecânico seria presidente. Mas as coisas não param por aqui, quem podia pensar, que teórico poderia prever, que o país do apartheid que matou Martin Luther King, ia eleger um negro para presidente dos Estados Unidos?”, disse Lula.

Ao falar da crise, ele recordou como até bem pouco tempo os ricos e “yuppies” norte-americanos ficavam ditando regras para os países mais pobres. “Parecia que eles eram infalíveis e nós os incompetentes”, ironizou; e lembrou que agora eles estão calados porque a crise eclodiu justamente lá.


A crise do “deus mercado”

“A crise nasceu porque eles venderam a idéia de que o Estado não servia para nada e o “deus mercado”, que tudo pode e é soberano, podia tudo. Só que esse deus mercado quebrou por irresponsabilidade deles. Agora eu quero ver o FMI ir dizer para o Obama como é que eles vão consertar a crise que eles criaram”, falou, sob fortes aplausos.

Lula listou as medidas que os organismos internacionais impunham aos países em desenvolvimento: “Eles nos obrigaram a fazer ajuste fiscal, mandar trabalhadores embora, reduzir o Estado e os serviços sociais; e agora, quando eles entraram em crise, qual foi o deus a quem eles pediram socorro? Ao Estado que já injetou milhões de dólares para salvar empresas mundo afora”.

O presidente alertou que a crise é grave e que ainda não se conhece o fundo dela, mas foi contundente ao dizer que os países em desenvolvimento estão em melhores condições de enfrentá-la do que os ricos. Disse que já passou da hora de se discutir discutir o controle do mercado financeiro e foi taxativo: “Aqui o povo pobre não será o pagador dessa crise”.

Fonte: Portal Vermelho

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CHE, O ARGENTINO - DOWNLOAD

Sinopse: Em 26 de Novembro de 1956 Fidel Castro vai de barco para Cuba com oito rebeldes. Um destes rebeldes é Ernesto “Che” Guevara, médico argentino que divide um objetivo com Fidel – derrubar a ditadura corrupta de Fulgencio Batista. Che se mostra um lutador indispensável e rapidamente compreende e controla a arte da guerrilha armada. Sua dedicação à luta faz com que seja acolhido por seus companheiros e pelo povo cubano. O filme acompanha a ascensão de Che na Revolução Cubana, de médico a comandante e a herói revolucionário. Produção que faz parte do projeto duplo, filmado ao mesmo tempo por Steven Soderbergh (o segundo filme se chama “Che - A Guerrilla”).


Título Original: Che Part One
Áudio: Inglês / Espanhol
Tamanho: 1.4 GB
Qualidade: DVDRip
Legendas: No Anexo

http://olyrunfilmes.blogspot.com/2009/01/che-o-argentino-2008.html

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FRANCESES EM GREVE GERAL


A França foi paralisada nesta quinta-feira (29) por um dia de greve geral contra a tentativa de fazer com que os trabalhadores paguem a conta da crise capitalista. As manifestações de rua convocadas pelas centrais sindicais mobilizaram 100 mil pessoas em Paris (para a polícia, 65 mil) e 1,5 milhão em 200 outras cidades. O presidente de direita, Nicolas Sarkozy, foi o alvo predileto dos manifestantes.

O presidente causou particular desagrado com uma recente provocação: "Quando há uma greve na França, ninguém percebe". Muitos cartazes e tiradas dos manifestantes se referiam à frase infeliz.

A greve desta quinta-feira foi considerada como o primeiro grande sucesso do movimento social face ao governo Sarkozy, eleito em 2007 com uma plataforma que não escondeu seu direitismo. A convocação partiu de um comando unitário das oito centrais francesas (CGT, CFDT, FO, CFTC, CFE-CGC, Unsa, Solidaires, FSU).

Alguns observadores comparam o sucesso da greve geral com o da de 2006 contra o ''contrato de primeiro emprego'' (com direitos rebaixados). Outros, como François Chérèque, da central CFDT, dizem que foi ''a maior jornada de ação dos assalariados em duas décadas''.

Houve forte adesão no setor de transportes, com destaque para os ferroviários da poderosa estatal SNCF. No setor do ensino a participação foi estimada em 60% (sindicatos) ou 34% (ministério). Nos correios, em 40% ou 25%.

''A mensagem está clara: é necessário mais poder de compra popular, portanto deve-se aumentar os salários e é preciso emprego'', comentou durante a jornada a dirigente do Partido Comunista Francês, Marie-George Buffet. ''Agora basta, é preciso mudar essa política'', disse o primeiro secretário do Partido Socialista, Martine Aubry, também presente na passeata de Paris.

Fonte: Portal Vermelho

PRESIDENTES DE ESQUERDA DA AMÉRICA DO SUL NO FSM


Os presidentes do Brasil, Venezuela, Paraguai, Equador e Bolívia começaram a chegar em Belém para participarem conjuntamente da mais importante atividade do Fórum Social Mundial, nesta quinta-feira (29). A presença de Lula, Hugo Chávez, Fernando Lugo, Rafael Correa e Evo Morales, amplifica a mensagem de Outro Mundo Possível porque reforça o diálogo indispensável entre governos progressistas e movimentos sociais. É, também, um contraponto ao Fórum Econômico Mundial que se iniciou em Davos, uma demonstração explicita da opção política desses países por um caminho alternativo.
Quando o Fórum Social Mundial nasceu, em 2001 – fruto da iniciativa de entidades do movimento social, partidos políticos de esquerda, organizações não governamentais, intelectuais e artistas – o mundo vivia sob a hegemonia política e ideológica do neoliberalismo. O grande capital ditava as regras internacionais no Fórum Econômico de Davos; a agenda da Organização Mundial do Comércio era de saque e subordinação das economias nacionais, em particular sobre os países do Sul; a América Latina vivia sob a ameaça da criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), submetida à chantagem e ingerência dos organismos internacionais.
À frente dos Estados Unidos estava George W. Bush e na América Latina os seguidores da cartilha neoliberal eram gente da laia de Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Carlos Menem (Argentina), Alberto Fujimori (Peru), Álvaro Uribe (Colômbia), Jorge Quiroga (Bolívia).
O Fórum surgiu como resposta e denúncia dessa situação e uma de suas marcas era dar voz aos protestos e à luta contra o neoliberalismo no mesmo momento em que os chefes de Estados estavam fechados na Suiça, sob forte proteção da polícia, definindo maneiras de explorar um pouco mais os trabalhadores e os povos.
Sob o signo de Outro Mundo é Possível, o FSM foi ganhando corpo e interferindo positivamente na agenda dos movimentos sociais, em particular na América Latina. De lá para cá, o cenário se alterou substancialmente com a eleição de governantes compromissados com uma agenda de mudanças. Aqueles prepostos dos Estados Unidos foram um a um sendo substituídos Hugo Chávez já governava na Venezuela desde 1999; logo se seguiram Lula no Brasil, Fernando Lugo no Paraguai, Michelle Bachelet no Chile, na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Néstor e Cristina Kirchner na Argentina, Rafael Correa no Equador, entre outros.
A agenda da Alca foi sepultada e substituída pela Alba – Alternativa Bolivariana das Américas, o Mercosul dá passos para se consolidar como bloco econômico, a cooperação tem sido maior entre os países latino-americanos e a criação do Banco do Sul pode ser um importante suporte às economias nacionais. Sem dúvida, o Fórum Social Mundial foi co-responsável por essas mudanças.
Se antes a agenda do Fórum era de confronto com os governos, agora ela deve ser de diálogo e pressão social para impulsionar as mudanças, sem perder a independência e a visão crítica. Nesse novo cenário, o momento mais importante do Fórum Social Mundial de Belém será a reunião entre os presidentes do Brasil, Venezuela, Paraguai, Equador e Bolívia.
A presença desses chefes de Estado no Fórum amplifica a mensagem de Outro Mundo Possível porque mostra a disposição, de ambas as partes, em reforçar esse diálogo indispensável entre governos e movimentos sociais para garantir que transformações sejam implementadas e, também, porque evidenciam o compromisso de mudanças nesses países.
O contraponto com Davos ganha mais força neste ano. A presença dos cinco presidentes em Belém, para discutir junto com os movimentos sociais a crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que se inicia o Fórum Econômico Mundial, é uma demonstração explicita da opção política desses países. Mostra que há na América Latina a busca por um caminho alternativo.

Fonte: Prensa Latina

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PASSEATA COM 60 MIL ABRE FSM 2009


Cerca de 60 mil pessoas (de acordo com a Polícia Militar) participaram da passeata de abertura do Fórum Social Mundial, em Belém.

Durante a passeata (que durou 4h) diversos integrantes de movimentos sociais de todo o Brasil e de diversas partes do mundo, realizaram vários protestos, onde cada ideologia ganhou um corpo de ala no percurso, tendo maiores forças as manifestações de defesa da Amazônia e do meio-ambiente e de combate à crise econômica mundial.

Entre as pessoas mais conhecidas presentes, destacou-se a ex-senadora Heloísa Helena.

A passeata terminou na Praça do Operário com apresentações culturais de diversos grupos indígenas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009


Hoje à tarde, na cidade de Belém, o Fórum Social Mundial terá seu início com uma caminhada na cidade. Para aqueles que quiserem saber mais informações (como programação e tal) é só visitar: www.forumsocialmundial.org.br/

JUVENTUDES COMUNISTAS DO CHILE DECLARAM APOIO AOS TRABALHOS VOLUNTÁRIOS NA BOLÍVIA


As Juventudes Comunistas do Chile solicitam apoio na “Campanha de recolhimento de alimentos não pereciveis e/ou quantias em dinheiro” para os Trabalhos Voluntários Uyuni 2009.

Os jovens comunistas consideram de vital importancia apoiar, de forma concreta, o processo democratizador da Bolivia encabeçado por Evo Morales. Para este fim realizará trabalhos na localidade de Uyuni, departamento de Potosí, entre os dias 4 e 14 de fevereiro, em três áreas: Saúde, Desenvlvimento Comunitario e Infância/Educação.

O internacionalismo, entendido como a solidariedade com os povos, tem estado presente ao longo da história da juventude chilena e, particularmente, nas juventudes comunistas. A sua contribuição será parte nesta historia de compromisso latinoamericano. As contribuições devem ser enviadas para a Avenida Vicuña Mackenna 31 (Metro Baquedano) ou à rua Estados Unidos 246 (Radio Nuevo Mundo).


Oscar Aroca, Secretário Geral

Diego Riquelme, encarregado das Relações Internacionais


Juventudes Comunistas do Chile

OBAMA TOMA MEDIDAS EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas, desta vez na área ambiental, que revertem decisões tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush.

Entre as medidas estão a de permitir que os Estados americanos possam determinar o nível de emissões de poluentes considerados aceitáveis em novos automóveis "construídos nos Estados Unidos", a construção de frotas de veículos que economizem combustível e investimentos em "economia energética" para criar empregos.

Ao assinar novas leis de proteção ambiental, Obama afirmou que as medidas são necessárias para conter a ameaça do aquecimento global que pode causar uma "catástrofe irreversível" e até atos de violência.

Segundo o presidente americano, as novas diretrizes são uma alternativa a "uma confusa colcha de retalhos que fere o ambiente e a indústria automobilística".

De acordo com o presidente, os Estados Unidos não podem ser mantidos "reféns de recursos que estão ficando escassos, de regimes hostis e de um planeta que está esquentando".

"Nós não deixaremos de agir porque agir é difícil. Agora é a hora de tomar duras decisões", disse Obama. "Agora é a hora de ir ao encontro dos desafios da encruzilhada da história, ao escolhermos um futuro mais seguro para o nosso país e mais próspero e sustentável para o nosso planeta."

Auto-determinação

O presidente americano determinou que a Califórnia e outros 13 Estados americanos poderão definir seus próprios padrões de níveis de emissões de gases poluentes - prática à qual Bush se opunha.

A Califórnia havia proposto restrições que obrigariam a indústria automobilística a cortar a emissão de gases causadores do efeito estufa em novos veículos em 30% até 2006. Mas o presidente Bush pediu em 2007 que a Agência de Proteção Ambiental da Califórnia negasse o pedido.

A decisão de Bush, na ocasião, foi elogiada por representantes da indústria automotiva, mas recebeu críticas de grupos ambientais, que diziam que o governo havia cedido à pressão do lobby automobilístico.

De acordo com Obama, o governo federal vai trabalhar conjuntamente com os Estados para reduzir a emissão de poluentes e acrescentou que sua administração "não vai negar fatos, mas sim ser guiada por eles".

Fonte: CTB

REFERENDO APROVA NOVA CONSTITUIÇÃO NA BOLÍVIA


"Os neoliberais, os vende-pátria, estão sendo derrotados permanentemente", afirmou Evo, falando para milhares de militantes reunidos em frente ao palácio do governo em La Paz.

O presidente também celebrou o fim do "latifúndio" e dos "grandes proprietários de terra", lembrando a aprovação da proposta, contida na nova Constituição, de limitar para 5 mil hectares as dimensões das propriedades.

Segundo Evo, "terminou o estado colonial, acabou o colonialismo interno e o colonialismo externo, também terminamos com o neoliberalismo, acabou o leilão dos recursos naturais".

O presidente, no entanto, afirmou que o desafio do governo agora será "aplicar" a nova carta constitucional e agradeceu o apoio dos movimentos sociais e da Central Operária Boliviana no processo.

Evo indicou que será preciso "mais comunicação" com governadores e prefeitos, a quem fez um apelo para que formem um "conselho de autonomias" para ajudar a implementar a nova Constituição.

O presidente boliviano ressaltou a importância da aprovação do referendo para o "campesinato indígena", que foi a população "mais excluída" na história do país. "Com o apoio do povo, seguiremos aprofundando as transformações estruturais e sociais para o bem de todos os bolivianos", disse.

Evo pediu que a população "se organize para levar em frente a nova Constituição" e convidou os governadores a iniciarem o processo de implementação.

O presidente agradeceu especialmente o apoio dos Estados de La Paz, Oruro, Potosí e Cochabamba, onde, segundo a pesquisa de boca-de-urna, a vitória do governo foi determinante para garantir a aprovação do referendo.


Fonte: Ansa Latina

MANIFESTO CONTRA A CRISE


Na Seqüência dos entendimentos que as Centrais, Federações e Sindicatos de trabalhadores e as Federações de sindicatos empresariais, têm promovido desde o ano passado no sentido de analisar a crise Internacional e os seus efeitos negativos no Brasil — sempre objetivando oferecer sugestões capazes de manter o nível de emprego no País —, as entidades que assinam este documento estabelecem um histórico entendimento com foco em quatro pontos principais:

– Que seja acelerada a queda na taxa básica de juros (Selic), alcançando, o quanto antes, um patamar de 8% ao ano, (aproximadamente 3% de juros reais);
– Que as reuniões do Copom, do Banco Central (BC), destinadas a debater e determinar a Selic, sejam a cada 15 dias – enquanto perdurar a crise;
– Que sejam reduzidos drasticamente os spreads bancários, em especial os dos bancos estatais que, hoje, estão entre os mais altos praticados no País; e
– Que seja ampliado o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do Governo, da área acadêmica e das forças produtivas.

A sociedade brasileira espera do Governo medidas práticas e imediatas para combater a crise, evitando a ampliação de suas conseqüências sobre o nosso país. Precisamos impedir o desemprego e defender o futuro do Brasil.



São Paulo, Capital, 26 de janeiro de 2009.



Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB
Antonio Fernandes dos Santos Neto – Presidente

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Wagner Gomes – Presidente

Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – FAESP
Fabio Meirelles – Presidente

Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio
Abram Szajman – Presidente

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp
Paulo Skaf – Presidente

Força Sindical
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – Presidente

Nova Central Sindical de Trabalhadores
José Calixto – Presidente

União Geral dos Trabalhadores
Ricardo Patah - Presidente

domingo, 25 de janeiro de 2009

OBAMA AUTORIZA TESTES COM CÉLULAS-TRONCO


A empresa Geron Corporation anunciou nesta sexta que iniciará, provavelmente na metade do ano, os primeiros testes para comprovar se a injeção de células-tronco embrionárias nas áreas lesionadas da medula espinhal de cerca de dez pacientes causa danos ou reações adversas.

"Quando alguém sofre uma lesão completa da medula espinhal, não há esperanças de recuperação abaixo do ponto onde ocorreu a lesão", afirmou o presidente da Geron, Thomas Okarma.

O teste "é significativo, porque será o primeiro teste clínico de um produto obtido de células-tronco de embriões", acrescentou. Entre oito e dez pacientes que tenham sofrido lesão na medula espinhal no máximo 14 dias antes do início do tratamento receberão injeções de células-tronco no ponto do ferimento.

Os pesquisadores observarão esses pacientes durante um ano, primeiro para detectar possíveis reações adversas, e depois para determinar se há alguma recuperação das funções da medula. Por sua vez, Sean Morrison, diretor do Centro para Biologia de Células-Tronco da Universidad de Michigan, qualificou a autorização do teste como "um marco importante".

"Este será o primeiro uso de células derivadas de células-tronco embrionárias em pacientes", acrescentou. "Se o transplante destas células nos pacientes não for prejudicial, abrirá um precedente importante que facilitará todos os testes clínicos que envolvam células-tronco derivadas de embriões".

No entanto, Kevin Fitzgerald, professor da Divisão de Bioquímica e Farmacologia na Universidade Georgetown e membro do Centro para Bioética Clínica, minimizou o alcance do teste.

"O objetivo primário deste teste será, somente, determinar se a injeção nos pacientes não causa danos neles", disse à Agência Efe Fitzgerald, que também é sacerdote católico. "E, à medida que outros testes com células-tronco obtidas de adulto já estão avançados, isso também não é uma inovação extraordinária", acrescentou.

A pesquisa de células-tronco e o desenvolvimento de tratamentos que aproveitem as qualidades para a geração de todo tipo de tecidos no corpo humano estiveram imersas em um debate político, religioso e ideológico nos Estados Unidos durante anos.

Em agosto de 2001, o ex-presidente George W. Bush proibiu o uso de recursos federais para a investigação com células-tronco, exceto com os exemplares já obtidos de embriões em clínicas de fertilidade que, de outra maneira, teriam sido descartados.

Os cientistas, que veem nas células-tronco grandes promessas para o tratamento de doenças como parkinson, alzheimer e diabetes, creem que as mais eficazes são as obtidas de embriões nas primeiras fases da gravidez.

Aqueles que, por razões religiosas ou morais, se opõem ao aborto e ainda à fertilização artificial de humanos, rejeitam a "coleta de células-tronco" embrionárias de humanos.

"Os tratamentos com células-tronco derivadas de embriões poderiam melhorar o tratamento de muitas doenças", afirmou Morrison. "Mas os pacientes não deveriam esperar avanços imediatos. O caminho para as novas curas é longo e difícil".

Da mesma forma que Fitzgerald, Morrison lembrou que o transplante de medula espinhal, um tratamento com células-tronco de adultos, é atualmente a forma padrão de tratar de muitas doenças do sangue.

Fitzgerald acrescentou que o objetivo principal do teste da empresa Geron é que, "mais que obter um resultado científico, querem mostrar que as células-tronco de embriões funcionam".

"Se antes houve críticas porque a política interferia no trabalho científico, agora parece que ocorre o mesmo", destacou. "A meta final do tratamento regenerativo é que o corpo se cure por si mesmo. Aqui, a meta é criar um produto que seja vendido ao público".

Fonte: EFE

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ELOGIO AO REVOLUCIONÁRIO: BRETCH

ELOGIO AO REVOLUCIONÁRIO
BERTOLD BRETCH


Quando aumenta a repressão, muitos desanimam.
Mas a coragem dele aumenta.
Organiza sua luta pelo salário, pelo pão
e pela conquista do poder.
Interroga a propriedade:
De onde vens?
Pergunta a cada idéia:
Serves a quem?

Ali onde todos calam, ele fala
E onde reina a opressão e se acusa o destino,
ele cita os nomes.

À mesa onde ele se senta
se senta a insatisfação.
À comida sabe mal e a sala se torna estreita.
Aonde o vai a revolta
e de onde o expulsam
persiste a agitação

BARACK OBAMA ORDENA FIM DA PRISÃO DE GUANTÁNAMO


Nesta quinta-feira (22) o recém eleito presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, deu a primeira sinalização concreta de uma nova era nos EUA, decretou que a prisão de Guantánamo fosse fechada.

O decreto também preve o fim dos abusos nos interrogatórios e o respeito a Convenção de Genebra, a revisão dos tribunais militares suspeitos de terrorismo e a criação de uma força tarefa que terá 30 dias para elaborar novas políticas para os suspeitos de terrorismo.

Fidel Castro, declarou um dia antes do decreto, no seu encontro com Cristina Kirchner, presidente da Argentina, que acreditva na honestidade de Obama, mas muitas dúvidas ainda pairavam.

Guantánamo não é apenas um dos grandes símbolos do imperialismo estadunidense que se aguçou na era Bush, mas é também um símbolo dos conflitos entre Cuba e EUA. A Bahia de Guantánamo (onde se localiza a base militar) foi alugada para os EUA em 1903, por cerca de 4000 dólares por ano. Fidel tentou romper com isso, mas foi uma tentativa que não deu resultados.

Essa atitude, além de repercutir bem no mundo inteiro por ser um passo no fim da era de terror de Bush, deve repercutir muito bem em Cuba, já que acaba com mais de um século de humilhação dentro do próprio país. Isso poderá repercutir de diversas formas, possivelmente abrirá mais portas para o dialógo entre Cuba e EUA. Fiquemos atentos principalmente quanto a isso, se o embargo que Cuba sofre chegar ao fim, uma nova era começará para a única nação socialista do Continente.

Que Obama tenha sorte e habilidade, o último presidente a ter um diálogo mais profundo sobre questões que implicam diretamente com os interesses de grupos nos EUA foi assassinado com um tiro na cabeça, em circunstâncias ainda estranhas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ELEIÇÕES EM EL SALVADOR: FMLN SAI VITORIOSO


A Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) se consolidou como a primeira força política de El Salvador nas eleições legislativas e municipais do domingo, segundo dados preliminares noticiados hoje.Ao contabilizar 56% dos votos, o partido de esquerda ganhou 36 dos 84 deputados, conquistou importantes cidades em poder da oposição e ampliou o número de prefeituras a mais de 80.
"Quero felicitar ao povo salvadorenho por esta em massa votação que temos tido a nível nacional", disse ante milhares de simpatizantes o candidato à Presidência pelo FMLN, Mauricio Funes (foto).
Afirmou que a Frente obteve mais legisladores que nenhum outro partido e recuperou prefeituras como Santa Ana, a segunda cidade em importância do país, e a cabeceira departamental da União.
Ainda que na capital os dados preliminares do Tribunal Supremo Eleitoral dão uma vantagem de dois pontos ao candidato da Aliança Republicana Nacionalista (ARENA), o FMLN conquistou todas as províncias dos municípios que rodeiam a San Salvador.Entre elas se encontram Mejicanos, Soyapango, Ciudad Delgado, Ilopango, Santa Tecla, Apopa, Cuscatancingo, San Marcos e San Martín.
"Seguimos sendo a mais importante força política do Grande Salvador, disse Funes.
Por sua vez, o coordenador do FMLN, Medardo González, destacou o fato de ter conquistado localidades emblemáticas como Ciudad Barrios, a terra onde nasceu monsenhor Oscar Arnulfo Romero."Agora temos ganhado o primeiro tempo do partido, nos espera trabalho e esforço para terminar de assegurar a goleada", disse González, quem qualificou as eleições como o início do triunfo que se consolidará nas urnas nas presidenciais de março.



Fonte: Prensa Latina

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CONSTITUIÇÃO DE CUBA, CHINA, VENEZUELA E EQUADOR





Neste link estão disponíveis as seguintes versões:

*Constituição da China atualizada em 1999, em português (.doc);
*Constituição de Cuba atualizada em 1992, em espanhol (.doc);
*Constituição do Equador em espanhol (.pdf);
*Constituição da Venezuela atualizada em 1999, em espanhol (.pdf).

Copie e cole este link na sua barra de endereços: vozvermelha.4shared.com

OCUPAÇÃO EM GAZA: HAMAS DECLARA UMA GRANDE VITÓRIA


O chefe de governo do movimento islamita Hamas, Ismail Haniyeh, declarou neste domingo que o povo palestino conseguiu "uma grande vitória" contra Israel em Gaza, em declaração transmitida pela TV.

"Deus nos concedeu uma grande vitória, não para uma facção, ou um partido (...) mas para o povo inteiro", declarou Ismail Haniyeh, em sua primeira declaração pública desde que Israel decretou o cessar-fogo unilateral.

"Paramos a agressão (do exército israelense) e o inimigo não alcançou nenhum de seus objetivos", acrescentou. Em 22 dias, a ofensiva israelense contra o Hamas, na Faixa de Gaza, deixou pelo menos 1,3 mil mortos palestinos, de acordo com os serviços médicos.


Fonte: Notícias Terra

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

TRIBUTO À ROSA LUXEMBURGO


No dia 15 de Janeiro de 1919 morriam assassinados pela polícia alemã Karl Libknecht e Rosa Luxemburgo, revolucionária fundadora do Partido Comunista Polonês e do Partido Comunista Alemão.

Teórica firme e original, Rosa atuou num momento complexo da história, marcado por grandes divergências e revoltas sociais. Nascida em Zamosc, na Polônia (na época ocupada pela Rússica Czarista), Rosa começa a sua atuação militante após terminar o ginásio, sendo que por causa de sua opção política vive em diversos países, como a Suiça, a França e a Alemanha.

Rosa destacou-se por sua grande capacidade intelectual e sua coragem, fundadora do Liga Spartacus, organização discidente do Partido Social-democrata Alemão (PSDA) uqe posteriormente transformaria-se no Partido Comunista Alemão, Rosa foi ao lado de Lenin, uma das mais ferozes combatentes do revisionismo e do oportunismo hegemônicos na II Internacional. Suas obras tem um valor histórico grande, boa parte das críticas se mostraram bem fundamentadas e apesar de parcela estar hoje superada, ainda continua válido o seu conteúdo histórico.

Apesar das grandes polêmicas entre Rosa e Lenin, este, jamais negou sua admiração, rendendo-lhe uma homenagem no discurso de abertura da Internacional Comunista (http://voz-vermelha.blogspot.com/2009/01/lnin-discurso-de-abertura-do-primeiro.html).

Exaltar a memória de Rosa não é apenas exaltar a memória de uma pessoa, mais sim, não deixar morrer as idéias de liberdade e justiça na construção da revolução socialista.

Entre as principais obras de Rosa Luxemburgo estão:

*1899 - Reforma ou Revolução
*1904 - Questões de organização da social-democracia russa
*1906 - Greve de massas, partido e sindicatos
*1913 - A acumulação do capital
*1918 - O que quer a Liga Spartacus?



Obras de Rosa Luxemburgo e Karl Libknetch em português: www.marxists.org/portuguese/index.htm


Rosa Luxemburgo errou...; ela errou...; ela errou...; ela errou...; ela errou...
Mas apesar de todos os seus erros ela foi e continua sendo uma águia.

Lenin, 1922


CESARE BATTISTI CONSEGUE ASILO POLÍTICO NO BRASIL


Numa decisão histórica e soberana, resistindo às fortes pressões do Governo Berlusconi, o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu na tarde de ontem (13) refúgio humanitário ao perseguido político Cesare Battisti, que será libertado nesta quarta-feira, após quase 22 meses de prisão. Cesare adquiriu o direito de residir com sua esposa e duas filhas no Brasil, onde deverá continuar exercendo o ofício de escritor.

A decisão de Genro veio ao encontro da avaliação do jurista Dalmo Dallari, segundo quem Battisti foi condenado à prisão perpétua num "julgamento viciado"; e da minha conclusão, expressa em vários artigos nos últimos meses, de que se tratou de "uma verdadeira aberração jurídica", decorrente do "clima de caça às bruxas instalado da Itália a partir da comoção popular que o assassinato de Aldo Moro provocou".

Foi o que Genro afirmou nas justificativas de sua decisão: desafiado pelas organizações armadas de esquerda, "o Estado italiano reagiu (...) não só aplicando normas jurídicas em vigor à época, mas também criando 'exceções' (...) que reduziram prerrogativas de defesa dos acusados de subversão e/ou ações violentas, inclusive com a instituição da delação premiada, da qual se serviu o principal denunciante" de Battisti.

O ministro considera fundamental que, mesmo em situações de emergência como aquela que a Itália enfrentava, "jamais seja aceita a derrogação dos fundamentos jurídicos que socorrem os direitos humanos".

Não foi o que aconteceu, segundo Genro, que citou um trecho clássico de Norberto Bobbio a respeito dos excessos ali cometidos pelo Estado: “A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses".

Tanto quanto o enquadramento de Battisti numa lei promulgada anos depois e que foi aplicada retroativamente contra ele, a hipótese de um cidadão permanecer preso preventivamente durante dez anos e oito meses (!) atesta, de forma eloquente, que se praticavam as mais chocantes aberrações jurídicas na Itália dos anos de chumbo!

O PODER OCULTO E OS PORÕES - E as agressões aos direitos constitucionais dos réus não se limitavam ao recinto dos tribunais, ressaltou o ministro da Justiça: "É público e incontroverso, igualmente, que os mecanismos de funcionamento da exceção operaram, na Itália, também fora das regras da própria excepcionalidade prevista em lei".

Segundo Genro, assim como sucedia "tragicamente" no Brasil de então, também na Itália "ocorreram aqueles momentos da História em que o 'poder oculto' aparece nas sombras e nos porões, e então supera e excede a própria exceção legal", daí resultando "flagrantes ilegitimidades em casos concretos".

As arbitrariedades repercutem até a atualidade, acrescenta o ministro: "Determinadas medidas de exceção adotadas pela Itália nos 'anos de chumbo' (...) ressoam ainda hoje nas organizações internacionais que lidam com direitos humanos. A condenação a determinados procedimentos e penas motivou, de um lado, relatórios da Anistia Internacional e do Comitê europeu para a prevenção da tortura e das penas ou tratamentos desumanos ou degradantes e, de outro, a concessão de asilo político a ativistas italianos em diversos países, inclusive não europeus".

Genro também rebateu a alegação italiana de que Battisti seria um criminoso comum, não podendo, portanto, beneficiar-se de um direito concedido a perseguidos políticos: "Por motivos políticos o Recorrente [Battisti] envolveu-se em organizações ilegais criminalmente perseguidas no Estado requerente [a Itália]. Por motivos políticos foi abrigado na França e também por motivos políticos, originários de decisão política do Estado Francês, decidiu, mais tarde, voltar a fugir. Enxergou o Recorrente, ainda, razões políticas para os reiterados pedidos de extradição Itália-França, bem como para a concessão da extradição, que, conforme o Recorrente, estariam vinculadas à situação eleitoral francesa. O elemento subjetivo do 'fundado temor de perseguição' necessário para o reconhecimento da condição de refugiado está, portanto, claramente configurado".

Ironicamente, o ministro destacou que as próprias sentenças condenatórias de Battisti comprovam o caráter político dos delitos a ele atribuídos, pois nelas se afirma serem todos esses tipos penais integrantes de “um só projeto criminoso, instigado publicamente para a prática dos crimes de associação subversiva constituída em quadrilha armada, de insurreição armada contra os poderes do Estado, de guerra civil e de qualquer maneira, por terem feito propaganda no território nacional para a subversão violenta do sistema econômico e social do próprio País”. Mais claro do que isto, impossível.

Finalmente, Tarso frisou que "o contexto em que ocorreram os delitos de homicídio imputados ao recorrente, as condições nas quais se desenrolaram os seus processos, a sua potencial impossibilidade de ampla defesa face à radicalização da situação política na Itália, no mínimo, geram uma profunda dúvida sobre se o recorrente teve direito ao devido processo legal".

E, como o in dubio pro reo é norma nesses casos, Tarso a seguiu fielmente: "na dúvida, a decisão de reconhecimento deverá inclinar-se a favor do solicitante do refúgio".

Celso Lungaretti - 14 de Janeiro de 2009


Fonte: http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2009/01/deciso-histrica-e-soberana-brasil.html

LULA DISCUTIRÁ CRISE COM TRABALHADORES


O presidente Luís Inácio Lula da Silva confirmou na tarde dessa quinta-feira (15) a audiência solicitada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para discutir alternativas para a defesa dos empregos e manutenção do crescimento econômico em tempos de crise. A reunião, que terá também a participação de demais centrais sindicais, será na segunda-feira (15), às 17h, em Brasília e terá a participação das demais centrais sindicais.

A CUT reitera que não vai aceitar redução de direitos como premissa dos debates e apresentará ao presidente Lula algumas propostas. Uma delas é o estabelecimento de redução da carga tributária com a contrapartida de garantia do emprego, como forma de atravessar o período mais turbulento da crise. A redução drástica de juros e o fim do superávit fiscal, medidas urgentes, estão entre as principais propostas da Central.

Conheça abaixo o conjunto de propostas da CUT para o enfrentamento da crise:

a) DEFESA E GARANTIA DO EMPREGO

1) Nenhuma demissão. Estabilidade no emprego.

2) Ratificação da Convenção nº 158 da OIT.

3) Redução constitucional da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários e limitação das horas extras conforme proposta da CUT.

4) Ampliação das Políticas de geração de emprego no setor privado e no setor público, especialmente para os segmentos mais vulneráveis, a exemplo das mulheres e da população negra.

5) Programa especial de geração de emprego e renda na agricultura a partir do fortalecimento da Agricultura familiar e garantia de preços mínimos.

6) Reforma Agrária: Estabelecimento de limite de propriedade da terra; atualização dos índices de produtividade; garantia de instrumentos legais de controle de compra de terras por estrangeiros; combate ao trabalho escravo.

b) INVESTIMENTOS

7) Fortalecimento da política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias e as políticas públicas de saúde e educação, garantindo-se a ampliação de recursos do orçamento público para as áreas sociais (EC29, FUNDEB etc) e os programas de transferência de renda.

8) Fim do superávit primário e ampliação dos investimentos em obras de infra-estrutura, a valorização do serviço público e das políticas sociais, a exemplo dos Territórios da Cidadania.

9) Ampliação da capitalização do BNDES e dos recursos para o orçamento corrente da instituição, visando o financiamento dos investimentos e, desta forma, reduzir a taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

10) Revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

c) CRÉDITO

11) Nenhum recurso financeiro deve ser concedido à especulação.

12) Qualquer instituição financeira que apresente estado de falência deve ser estatizada.

13) Criação de mecanismos como multas, taxas, punições administrativas, entre outras, que assegurem a concessão de crédito à economia e que os recursos liberados pelo governo federal cheguem à economia real, não sendo utilizados pelos bancos para outros fins.

14) Qualquer "socorro" que o governo resolva conceder às instituições financeiras e não-financeiras que apresentem problemas em função da atual crise internacional deve ter contrapartidas, a partir dos seguintes critérios:

14.1 Garantia da manutenção do nível de emprego nas instituições financeiras e não-financeiras.

14.2 Garantia de estabilidade de emprego nos processos de fusões e incorporações.

14.3 Que os volumes de recursos dos programas de apoio serão devolvidos ao Estado, em parcelas e prazos previamente determinados.

14.4 Limitação dos rendimentos dos executivos das instituições financeiras e não-financeiras.

15) Ampliação das ações para garantir crédito e seguro para a agricultura familiar, como também o crédito imobiliário, visando combater o déficit habitacional.

d) MEDIDAS EMERGENCIAIS

16) Estruturação pelo Governo Federal de Plano de Renegociação de Dívidas para pequenas empresas, assalariados e trabalhadores em geral.

17) Redução do impacto da desvalorização do real nos preços dos alimentos e produtos de primeira necessidade, por meio, entre outros, da redução dos impostos internos, com a contrapartida da manutenção de preços.

18) Construção do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho.

19) Constituição, em caráter emergencial, de Câmaras Setoriais e especialmente nos setores mais atingidos pela crise do crédito e retração da atividade econômica (construção civil, têxtil e calçados, alimentação etc), de forma que as iniciativas de apoio do Estado representem contrapartidas na área da garantia do emprego, melhoria das relações de trabalho em cada setor.

20) Valorização do salário mínimo, com a incorporação da variação dos preços da alimentação já no reajuste de 2009.

21) Interromper os processos de privatização do patrimônio público (Embrapa e Infraero), o leilão das reservas petrolíferas, bem como revogar o marco regulatório herdado do Governo FHC, de modo que a riqueza do pré-sal seja explorada em benefício da Nação.

22) Retirada do Projeto de Lei que propõe a implantação das Fundações Estatais de Direito Privado.

e) GARANTIAS DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES

23) Ampliação dos direitos dos trabalhadores e retirada dos projetos de flexibilização hoje existentes no Congresso Nacional, como o PL nº 4302/1998, que trata do trabalho temporário e da terceirização.

24) Garantia de cumprimento pleno dos acordos coletivos firmados com os servidores públicos em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal) e ratificação da Convenção nº 151, que prevê a negociação coletiva para os servidores públicos.

25) Garantia do cumprimento da Lei que estabelece o Piso Nacional do Magistério.

f) POLÍTICAS ECONÔMICAS

26) Sistema de Metas de Inflação mais flexível, com a efetiva utilização do intervalo de taxas de inflação admissíveis, sem determinar qual a meta-centro.

g) SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E INTERNACIONAL

27) Regulamentação do artigo nº 192 da Constituição Federal, que trata da regulação e do papel social do Sistema Financeiro.

28) Fortalecimento do papel social dos bancos públicos.

29) Por meio de uma ampla articulação desenvolvida no âmbito da CSI e da CSA, promover uma agenda de debates e ações visando a estruturação de nova ordem financeira internacional, que, entre outros, estabeleça maior controle das operações das instituições financeiras e do fluxo de capitais entre os países, de modo a minimizar os impactos gerados nas economias nacionais.

30) Fortalecimento do Mercosul como forma de reduzir os impactos dos fluxos de saída de capitais externos. Este fortalecimento deve enfatizar os aspectos de complementaridade dos projetos e o desenvolvimento da dimensão social, com o estabelecimento de contrapartidas e aplicação da Declaração Sócio-Laboral.

Os trabalhadores e as trabalhadoras não querem e não vão pagar pagar a conta da crise financeira!

São Paulo, 05 e 06 de novembro de 2008

Direção Executiva Nacional da CUT

METALÚRGICOS DA GM PARAM EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Intensificando a mobilização contra as demissões, os trabalhadores do 1º turno da General Motors paralisaram a produção por duas horas nesta quinta-feira, dia 15. Foi a segunda manifestação realizada esta semana. Na terça-feira, os metalúrgicos já haviam parado por uma hora.

Os trabalhadores repudiaram, mais uma vez, as 802 demissões feitas pela montadora nos últimos dias e exigiram a readmissão dos companheiros e estabilidade no emprego para todos os funcionários.

Os metalúrgicos também votaram um repúdio à proposta que tem sido feita pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de redução salarial.

As assembleias, que aconteceram das 5h50 às 7h50, nas portarias do MVA e da S-10, foram realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CONLUTAS.

A Conlutas tem realizado, desde o mês de novembro do ano passado, uma campanha nacional exigindo estabilidade no emprego. A orientação da central é resistir e lutar contra demissões e contra qualquer redução de direitos.

Os metalúrgicos votaram ainda pela continuidade e intensificação da "escalada de mobilizações".

Foi aprovada a realização de uma grande manifestação no centro de São José dos Campos no próximo dia 24. Haverá a participação de representantes e trabalhadores de sindicatos de outras categorias da região, da Conlutas, bem como, entidades do movimento social do país e parlamentares.

“Vamos aumentar e ampliar para toda a cidade a mobilização contra as demissões feitas pela GM e contra essas propostas absurdas que a patronal já começa a fazer de reduzir salários”, afirmou o diretor do Sindicato e coordenador nacional da CONLUTAS, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“É inadmissível que os patrões, que lucraram muito nos últimos anos e que têm todas as condições para garantir empregos e direitos, venham agora tentar jogar a crise sobre os trabalhadores. A posição dos metalúrgicos da GM é clara. Não queremos demissões e nem redução ou flexibilização de direitos”, afirmou Mancha.

Fonte: http://www.pstu.org.br/esp_crise_materia.asp?id=9576&ida=0

BOLÍVIA ROMPE RELAÇÕES COM ISRAEL


O Governo da Bolívia dissolveu nesta quarta-feira as relações diplomáticas com o Estado de Israel, que continua com os ataques bélicos contra a população civil da Faixa de Gaza, que cobrou a vida de mais de 1.000 pessoas.

“Bolívia tinha relações diplomáticas com Israel, mas, frente a estes acontecimentos de grave atentado contra a vida, a humanidade, Bolívia rompe relações diplomáticas com Israel”, afirmou o presidente Evo Morales Ayma.

Esta decisão do Governo boliviano, foi divulgada durante a saudação protocolar que recebeu do corpo diplomático situado no país, realizado em instalações do Palacio Quemado.

Além disso, o Governo da Bolívia anunciou que o país apresentará esta denúncia perante a Corte Penal Internacional sobre o genocídio que Israel está cometendo contra a população civil da Faixa de Gaza.

“Fazemos o chamado, juntamente com muitos estados e organismos internacionais, especialmente organismos que defendem a vida, para que a partir deste momento trabalhemos para defender a humanidade”, ressaltou.

O Governo lembrou que qualquer Estado pode apresentar denúncias contra os atores dos crimes de lesa humanidade, genocídio, extermínio e outros.

“Os crimes do Governo de Israel afetam a estabilidade e a paz mundial e fizeram o mundo retroceder à pior etapa dos crimes de lesa humanidade que não tinham sido vistos senão na segunda guerra mundial e nos últimos anos na ex-Iugoslávia e Ruanda”, assinalou o mandatário.

O Chefe de Estado esclareceu que Bolívia é pacifista e não pode estar inerte perante o evidente genocídio que Israel comete contra a população civil em Gaza.

Desde o início da ofensiva militar israelense morreram 1.000 palestinos e pelo menos 4.300 ficaram feridos na Faixa de Gaza, segundo informações dos palestinos. Só na terça-feira o ataque israelense provocou a morte de 47 palestinos.

Foi anunciado um reforço na ofensiva contra a organização islâmica Hamas em Gaza, onde os combates continuam sem pausa e as tropas ingressaram pela primeira vez em vários subúrbios da capital.

Fonte: http://anncol-brasil.blogspot.com/2009/01/bolvia-rompe-relaes-com-israel-pelo.html

MOMENTO POESIA: SOU COMUNISTA

Sou comunista

Sou defensor sagaz da justiça,da massa oprimida e da sociedade.
Mesmo que me obriguem a mudar de idéia,sou comunista,até a morte.
Mesmo que coloquem o mundo contra mim
Mesmo que usem todo o poder existente
Mesmo que impeçam de divulgar a justiça
Mesmo se forem cegos ao povo.
Mesmo se forem surdos ao povo.
Mesmo se atarem as mãos do povo.
Eu lutarei.E meu conhecimento e coragem serão a unicas armas de que precisarei.

E mesmo que me tirem tudo,não me tirarão a coragem e o conhecimento.

Quando sofrer lembrarei que Cuba ainda persiste.
Quando estiver em apuros,lembrare que as idéis de Che não morreram com ele.
Quando estiver desanimado,lembrarei da Revolução Russa.
Quando estiver cansado,lembrarei que os martires do povo lutaram até o fim.
Quando estiver injustiçado,lembrarei da glória que já alcançamos,como em Stalingrado ou no Vietnã.

Quando com medo,lembrarei que quando vencemos,vencemos comunistas,e quando perdemos,perdemos heróis.

Quando sozinho,lembrarei das inumeras revoluções que ocorreram no mundo.Desde a Russia,Albania,até Angola,Cuba e Coréia.


E quando estiver com Deus,lembrarei que sou apenas

comunista.


Autor identificado apenas como: "Revolucionário Comunista"

sábado, 10 de janeiro de 2009

25 ANOS DE MST


Em janeiro de 1984, havia uma processo de reascenso do movimento de massas no Brasil. A classe trabalhadora se reorganizava e acumulava forças orgânicas. Os partidos clandestinos já estavam na rua, como o PCB, PcdoB, etc. Tínhamos conquistado uma anistia parcial, mas a maioria dos exilados tinham voltado. Já havia se formado o PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CONCLAT (Coordenação Nacional da Classe Trabalhadora). Amplos setores das igrejas cristãs ampliavam seu trabalho de formiguinha, formando consciência e núcleos de base em defesa dos pobres, inspirados pela Teologia da Libertação. Havia um entusiasmo em todo lugar, porque a ditadura estava sendo derrotada e, a classe trabalhadora brasileira, na ofensiva, lutando e se organizando.

Os camponeses no meio rural viviam o mesmo clima e a mesma ofensiva. Entre 1979 e 1984, se realizaram dezenas de ocupações de terra em todo o país. Os posseiros, os sem terra e os assalariados rurais perderam o medo - e foram à luta. Não queriam mais migrar para a cidade como bois marcham para o matadouro (na expressão de nosso saudoso poeta uruguaio Zitarroza).

Fruto de tudo isso, nos reunimos em Cascavel, em janeiro de 1984, estimulados pelo trabalho pastoral da CPT, lideranças de lutas pela terra de 16 estados brasileiros. E lá, depois de cinco dias de debates, discussões, reflexões coletivas, fundamos o MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Os nossos objetivos eram claros: organizar um movimento de massas a nível nacional, que pudesse conscientizar os camponeses para lutarem por terra, por reforma agrária (mudanças mais amplas na agricultura) e por uma sociedade mais justa e igualitária. Queríamos, enfim, combater a pobreza e a desigualdade social. A causa principal dessa situação no campo era a concentração da propriedade da terra, apelidada de latifúndio.

Não tínhamos a menor idéia se isso era possível. E nem quanto tempo levaríamos na busca de nossos objetivos. Passaram-se 25 anos, muito tempo. Foram anos de muitas mobilizações, muitas lutas e de uma teimosia constante, de sempre lutarmos e nos mobilizarmos contra o latifúndio. Pagamos caro por essa teimosia. Durante o governo Collor fomos duramente reprimidos, com a instalação inclusive de um departamento especializado na Policia Federal para o combate aos sem-terra. Depois, com a vitória do neoliberalismo do governo FHC, foi o sinal verde para os latifundiários e suas polícias estaduais atacarem o movimento. Tivemos em pouco tempo dois massacres: Corumbiara e Carajás. Ao longo desses anos, centenas de trabalhadores rurais pagaram com sua própria vida o sonho da terra livre.

Mas seguimos a luta. Brecamos o neoliberalismo elegendo o governo Lula. Tínhamos esperança de que a vitória eleitoral pudesse desencadear um novo reascenso do movimento de massas, e com isso a reforma agrária tivesse mais força de ser implementada. Não houve reforma agrária durante o governo Lula. Ao contrário, as forças do capital internacional e financeiro, através de suas empresas transnacionais, ampliaram seu controle sobre a agricultura brasileira.

Hoje a maior parte de nossas riquezas, produção e distribuição de mercadorias agrícolas está sob controle das empresas transnacionais. Elas se aliaram com os fazendeiros capitalistas e produziram o modelo de exploração do agronegócio. Muitos de seus porta-vozes se apressaram a prenunciar nas colunas de jornalões burgueses que o MST se acabaria. Lêdo engano. A hegemonia do capital financeiro e das transnacionais sobre a agricultura não conseguiu, felizmente, acabar com o MST. Por um único motivo: o agronegócio não representa solução para os problemas dos milhões de pobres que vivem no meio rural. E o MST é a expressão da vontade de libertação desses pobres.

A luta pela reforma agrária, que antes se baseava apenas na ocupação de terras do latifúndio, agora ficou mais complexa. Temos que lutar contra o capital, contra a dominação das empresas transnacionais. A reforma agrária deixou de ser aquela medida clássica: desapropriar grandes latifúndios e distribuir lotes para os pobres camponeses.

Agora, as mudanças no campo para combater a pobreza, a desigualdade e a concentração de riquezas depende de mudança não só da propriedade da terra, mas também do modelo de produção. Se agora os inimigos são também as empresas internacionalizadas, que dominam os mercados mundiais, significa também que os camponeses dependerão cada vez mais das alianças com os trabalhadores da cidade para poder avançar nas suas conquistas. Felizmente, o MST adquiriu experiência nesses 25 anos: sabedoria necessária para desenvolver novos métodos e novas formas de luta de massa, que possam resolver os problemas do povo.


João Pedro Stedile - Coordenação Nacional do MST

IRÃ PROCURA BRASIL PARA CONDENAR ISRAEL POR CRIMES DE GUERRA

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesta sexta-feira (9) uma carta enviada por seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na qual lhe pede apoio para julgar Israel em uma corte internacional por "crimes de guerra" cometidos na Faixa de Gaza, informaram fontes oficiais.

O documento foi entregue pelo ministro iraniano de Assuntos Cooperativos, Mohammad Abbassi, ao assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, confirmaram porta-vozes da Presidência.

A carta também exige o cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada do Exército israelense e a reabertura dos acessos à ajuda humanitária na região, explicou Abbassi em entrevista coletiva realizada na embaixada iraniana. O enviado iraniano disse que o "Holocausto real aconteceu hoje em Gaza", recolheu a Agência Brasil.

Abbassi foi também recebido pelo ministro de Assuntos Exteriores, Celso Amorim, que visitará Israel, a Autoridade Nacional Palestina, Síria e Jordânia entre os próximos domingo e terça-feira.

As autoridades brasileiras reafirmaram a Abbassi a posição do Governo sobre a necessidade de aumentar os esforços por um "cessar-fogo imediato" e pela facilitação da distribuição de ajuda humanitária entre as vítimas palestinas.

Em sua viagem ao Oriente Médio, Amorim se reunirá com representantes dos Governos da região para tentar intensificar suas gestões diplomáticas para encontrar uma saída pacífica às hostilidades.

O ministro ligou para o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para o da Liga Árabe, Amre Moussa, e para seus colegas de Estados Unidos, França, Egito, Turquia, Síria, Espanha e Suíça.

A iniciativa partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou duramente a Organização das Nações Unidas (ONU) por sua falta de "coragem" para resolver o conflito, o que, assegurou, se deve ao poder de veto dos EUA no Conselho de Segurança.

O Israel prosseguiu em sua ofensiva em Gaza após rejeitar o chamado do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo na faixa, onde o número de mortos se aproxima de 800 ao cumprir-se hoje duas semanas de guerra.


Fonte: www.vermelho.org.br

FAÇAMOS DE GAZA UM NOVO VIETNÃ


Façamos um, dois, três, muitos vietnãs, disse Che Guevara em um dos seus célebres discursos, proclamando a resistência armada ao imperialismo em qualquer parte do mundo. Que não só a resistência palestina, que hoje se encontra encurralada, tenha no heróico povo vietnamita um exemplo, mas que também os trabalhadores, os artistas, a juventude e a intelectualidade de hoje tenham como exemplo os famosos protestos contra a Guerra do Vietnã em todo mundo, exercendo uma das armas mais fortes dos oprimidos: o internacionalismo. Que seja eterna a bandeira de Yasser Arafat! Pelo boicote aos produtos de Israel! Que cada cidadão consciente do mundo seja uma fagulha de resistência ao imperialismo e ao seu fantoche sionista!


Todo apoio à Frente Popular para a Libertação da Palestina e à toda resistência da região!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

BOICOTE À ISRAEL: DIVULGUE A CAUSA



Além de ajudar a boicotar os produtos que financiam a guerra é importante que a causa seja divulgada, clique na imagem para ter uma imagem com qualidade melhor e imprima em seu computador, depois cole quantas puder. Uma cópia em preto e branco na mercearia do bairro já é alguma coisa.

FAÇAMOS DE GAZA UM NOVO VIETNÃ!!!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

VENEZUELA EXPULSA EMBAIXADOR DE ISRAEL

O Governo da República Bolivariana da Venezuela, mais uma vez presencia, juntamente com os povos do mundo, o horror da morte de crianças e mulheres inocentes, produto da invasão da Faixa de Gaza pelas tropas israelenses, e do bombardeio inclemente que, do céu e terra, derrama sistemamente o Estado de Israel obre território palestiniano.

Nesta hora trágica e indignante, o povo da Venezuela manifesta sua solidariedade irrestrita com o heróico povo palestiniano, comunga na dor que embarga a milhares de famílias pela perda de entes queridos e lhes estende a mão ao dizer que o governo venezuelano não descansará até ver severamente punidos os responsáveis por esses crimes hediondos.

O Governo da República Bolivariana da Venezuela condena veementemente as graves violações do direito internacional em que tem encorrido o Estado de Israel, e denuncia a sua utilização planejada do terrorismo de Estado, com o qual este país tenha sido colocado à margem do acordo das Nações.

Pelas razões acima expostas, o Governo da República Bolivariana da Venezuela decidiu expulsar o embaixador israelita e ao pessoal da embaixada israelense na Venezuela, reafirmando a sua missão de paz e seu apelo ao respeito do direito internacional.

O Governo da República Bolivariana da Venezuela instruiu à sua Missão ante a ONU, para que, juntamente com a maioria dos governos que assim o reclamam, que se pressione para que o Conselho de Segurança aplique medidas necessárias e urgentes para deter esta invasão do Estado de Israel contra o território palestiniano.

Presidente Hugo Chávez, que manteve reuniões com altos representantes do Conselho Mundial Judaico, e sempre foi oposição ao anti-semitismo como a qualquer forma de discriminação e de racismo, faz um chamado fraterno ao povo judeu em todo o mundo para que se oponham a estas políticas criminosas do Estado de Israel que srecordam as piores páginas da história do século XX. Com o genocídio do povo palestiniano, o Eatdo de Israel nunca poderá aferecer ao seu povo a perspectiva de uma paz necessária e duradoura.

Fonte: http://dariodasilva.wordpress.com/2009/01/06/venezuela-expulsa-embaixador-de-israel-do-pais/

FAÇAMOS DE GAZA UM NOVO VIETNÃ: A RESISTÊNCIA AO SOM DA INTERNACIONAL

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Vídeos com as manifestações em todo mundo em: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=70405&tid=5287892069047548961

COMUNICADO DA FPLP: TRANSFORMAR GAZA NUM CEMITÉRIO PARA OS SOLDADOS DA OCUPAÇÃO


O camarada Ahmad Sa'adat, Secretário Geral da Frente Popular pela Libertação da Palestina – FPLP,que se encontra preso, emitiu uma declaração da sua cela na prisão em 5 de janeiro de 2009, pedindo que Gaza se transforme num cemitério para os ocupantes e para a Resistência palestina unir-se e golpear a ocupação por toda parte, assim eles podem derrotar o inimigo.

O Secretário Geral Sa'adat também apelou a Autoridade Palestina na Cisjordânia (West Bank), para que liberte imediatamente seus prisioneiros políticos e para o Presidente da A.P., Mahmoud Abbas deixar claro qual é a sua posição - do lado da Resistência, ou do lado do inimigo. O chamado do Secretário Geral foi amplamente divulgado nos meios de comunicação árabes.

Aziz Dweik do Hamas e Marwan Barghouthi do Fateh, líderes nacionais palestinos também presos por Israel, também emitiram declarações ecoando as opiniões do camarada Sa'adat, chamando pela unidade Nacional e Resistência aos ocupantes.

Uma declaração dos prisioneiros políticos palestinos dentro dos cárceres israelenses foi emitida ontem à noite, assinada por todas forças Nacionais e Islâmicas, chamando por uma impetubável firmeza diante dos crimes israelenses e massacres em Gaza e pela unidade no campo de batalha na luta.

Tradução : Comitê de Solidariedade com a Luta do Povo Palestino –CSLPP – D.F.


BOICOTE À ISRAEL
http://somostodospalestinos.blogspot.com/2009/01/boicote-israel.html

FARC: IMAGENS DOS GUERRILHEIROS







segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

REVOLUÇÃO NO NEPAL: ENTREVISTA COM PACHANDRA


A fim de se poder avaliar de uma forma objectiva a actual situação no Nepal e as posições do PCN (Maoísta), reproduzimos parte de uma entrevista realizada pelo Monthly Review Zin ao Presidente do PCN(M), camarada Prachanda, a qual teve lugar no passado dia 27 de Maio (um dia antes da decisão da nova assembleia de abolir a monarquia e criar uma república), em Kathmandu, capital da nova República do Nepal.



Monthly Review Zin - O senhor pode, dentro de pouco tempo, tornar-se o primeiro chefe de Estado do Nepal, mas os partidos parlamentares estão a criar uma série de obstáculos. Ontem, o seu partido avançou com uma proposta de 9 pontos para tentar sair do presente impasse. Quais são actualmente as principais barreiras à formação de um governo dirigido pelo PCN(Maoista)? (...)

Prachanda - Está em curso um intenso debate e uma acesa luta sobre a questão da formação do governo, e estes incidem sobretudo sobre a chefia do governo e a chefia do Estado. Estas questões envolvem uma série de problemas políticos e ideológicos relacionados com os interesses de classe defendidos por cada partido. Ontem tivemos uma discussão muito séria. Os partidos parlamentares, sobretudo o Congresso do Nepal e o partido Comunista do Nepal (UML), querem ter uma pessoa sua como chefe de Estado. Eles querem controlar, querem impedir o nosso partido de formar governo e de ocupar o lugar de chefe de Estado. (...)

MRZ - O seu partido tem um claro mandato eleitoral para formar governo. O governo de transição dos últimos dois anos funcionou na base de um consenso e de acordos políticos (...). Desde o dia das eleições o senhor realçou o empenho do PCN(Maoista) de continuar com um governo de coligação assente naquele consenso e naqueles acordos. Os maiores partidos do anterior parlamento colocaram uma série de condições para participar numa coligação governamental dirigida pelo PCN(Maoista), várias das quais contrariam os acordos existentes. Na fase actual, se um governo de coligação dirigido pelo seu partido não puder ser formado, quais serão as principais razões?

P - Eu penso que os partidos do anterior parlamento, especialmente o maior deles, o Congresso do Nepal, nunca esperaram que o nosso partido vencesse as últimas eleições. Foi por isso que celebraram tantos acordos e compromissos com o nosso partido, como o que impõe uma maioria de dois terços para mudar o governo. Nessa altura eles tinham a maioria. Mas mais tarde, depois de o nosso partido se tornar maioritário e se preparar para formar governo e ter a chefia do Estado, eles mudaram de posição. Agora defendem que uma maioria simples pode mudar o governo (Nota: como o PCN(M) tem mais do que um terço dos votos na nova assembleia, pode, de acordo com os acordos existentes, bloquear qualquer tentativa de derrubar um governo seu). (...) E pretendem também que as nossas armas sejam destruídas, que os quadros do Exército Popular de Libertação sejam desmobilizados e sejam sujeitos a qualquer tipo de treino vocacional, etc. (...) Isto vai contra o acordo de paz e vai contra o espírito da constituição interina. O maior partido do anterior parlamento, o Congresso do Nepal, mudou de posição depois de das eleições e está a mostrar-se inimigo da paz. (...) (Parece-me que na base destas posições está uma posição de classe. As classes que se opõem estão a desenvolver um novo tipo de combate. E uma coisa que deve ficar clara é que o proletariado e o nosso partido revolucionário detêm a iniciativa nesse combate. Eles (o Congresso do Nepal e a UML) são os derrotados. (...)

MRZ - Se esses partidos tiverem exito na sua pretensão de desmobilizar o vosso exército, de que forma isso poderia afectar a possibilidade de instaurar a república?

P - Seria muito difícil nessas circunstâncias. Mas eu penso que eles já concordaram em instaurar a república na primeira reunião da assembleia constituinte.

MRZ - Mas se o vosso exército não estiver presente, que força terão para se opor ao rei, o qual continua com as suas manobras?

P - Não desmobilizaremos o nosso exército (...) Houve um acordo no sentido de que os dois exércitos (o EPL e o Exército Real) fossem integrados e um novo exército seria organizado. (...) Esta é a essência dos nossos acordos. Não há pois que centrar a discussão sobre este ponto, havendo sim que fazê-lo na questão da república e da criação de um sistema republicano.

(...)

MRZ - Se o vosso partido tiver que formar um governo sem a cooperação dos outros partidos, estarão preparados para isso?

P - Sim, estamos. Se os outros partidos não quiserem formar um governo, então nós formaremos o nosso próprio governo. Eles pensam que passados três meses conseguirão cercar-nos e desmantelar o nosso governo. Mas nós acreditamos que, uma vez que este tenha entrado em funções, tomará importantes decisões a favor das massas do povo e a favor da nação. Poderemos assim alargar a nossa base de apoio e a nossa organização e seguir em frente.

MRZ - O senhor usou o termo "revolução económica" e disse que após a formação do governo a tarefa é a da revolução económica. Diga-nos alguma coisa sobre os vossos primeiros passos; a economia está numa situação difícil.

P - Sim, eu penso que há uma forte relação entre o desenvolvimento económico e uma paz duradoura. (...) E o nosso país dispõe de recursos naturais em grande abundância: por exemplo, temos um vasto potencial hidro-eléctrico e o turismo pode ser uma grande indústria. Há muitas coisas que podemos fazer. Nos tempos que se seguem devemos optar por um sistema de economia mista. (...) Ainda não completamos a revolução democrática. (...) Mas, depois de dez anos de Guerra Popular, concretizamos algumas mudanças políticas e sócio-económicas, as quais se continuam a desenvolver. Dado que a nossa revolução está numa fase de transição, tentamos aplicar algumas novas tácticas e novas políticas, tendo em conta a situação económica e nacional nestas primeiras décadas do século XXI. Assim, temos de adoptar uma política económica de transição. Não exactamente a política económica da Nova Democracia, nem exactamente a plítica económica do sistema burguês, mas qualquer coisa entre uma e a outra. (...) E queremos encorajar os capitalistas nacionais, a "burguesia nacional" como costumamos dizer; queremos encorajá-los a investir e a gerar emprego, a investir no sector industrial, criando novas possibilidades. E, através deles, queremos atrair investimento estrangeiro, mas de acordo com a nossa decisão, tendo em conta a nossa prioridade. Até agora, todas as decisões foram tomadas, não pelo povo e pelo governo do Nepal, mas pelas instituições estrangeiras e internacionais, como o Banco Mundial. Mas agora queremos mudar esse padrão. (...) Nas áreas rurais e no sector hidro-electrico, queremos ter pequenos projectos hídricos, médios projectos hídricos, e grandes projectos, e não apenas estes últimos.

MRZ - Um problema sério é a situação de bancarrota do Estado, as suas enormes dívidas, o que não deixa muita margem de manobra, pelo menos se as coisas forem conduzidas nos velhos termos. Como é que vão lidar com isto?

P - Penso que se trata de um desafio, e estamos a encará-lo como um desafio positivo. A primeira questão é a de mobilizar os milhões de elementos das massas para reconstruir o país. Sem isso ser conseguido, nada pode ser feito. Divulgaremos tudo, de uma forma transparente, às massas do povo: esta é a situação em que nos encontramos, o governo e o Estado mundiais conduziram este país à bancarrota. Se cada um dos cidadãos não assumir o compromisso de ir em frente e construir o país, será muito difícil para nós promover e sustentar o desenvolvimento. Assim, a nossa primeira prioridade será elucidar as massas do povo sobre a real situação do governo e tudo o que aconteceu no passado. O segundo ponto é que tudo faremos para mobilizar a burguesia nacional, os capitalistas nacionais. Há muita gente que pode dar a sua contribuição. Se traçar-mos um plano científico, um plano económico, tendo em conta a nossa situação, poderemos mobilizar esses industriais e capitalistas nacionais para investir de uma forma produtiva. E penso também que, dado estarmos situados entre a Índia e a China, países que têm a economia em rápido desenvolvimento, podemos beneficiar deste facto. Da minha parte, tenho tentado estabelecer discussões sérias com o Partido Comunista da China e com o governo chinês. Como é que eles podem apoiar a tarefa de reconstrução do país? Com quanto podem contribuir e que mobilização podem fazer do seu povo para investir no nosso país? E também mantemos conversações com os partidos e representantes governamentais da Índia: como podem eles contribuir para apoiar os nossos esforços de reconstrução do país? Assim, eu penso que, no que respeita a estes dois países e de acordo com o nosso próprio plano e as nossas prioridades, podemos mobilizar contribuições económicas positivas.

(...)

MRZ - E sobre a tarefa de trazer os jovens de regresso à agricultura, qual é a situação neste campo?

P - Já decidimos pôr em prática uma reforma agrária científica. No Nepal existem situações diversas na região de Tarai (terras de planície), nas regiões dos Himalaias e nas demais regiões montanhosas. O foco principal dessa reforma agrária científica será a região de Tarai, porque é lá que se encontram as principais terras aráveis. Aí deve haver limites à dimensão das propriedades e a terra dos proprietários absentistas deve ser redistribuída entre os camponeses. Mas a nossa prioridade será a comercialização do produto agrícola, porque sem resolver este problema não podemos desenvolver a agricultura. Queremos estabelecer agro-indústrias. Não podemos mobilizar a juventude para o trabalho agrícola se persistirem os métodos tradicionais de produção. Temos de criar algo de novo, criando empregos nas agro-indústrias. Isso permitirá comercializar o conjunto da produção e constituirá um passo revolucionário para elevar os níveis de vida do povo.

Fonte: http://revolucoes.blogs.sapo.pt/682.html

domingo, 4 de janeiro de 2009

MAYAKÓVSKY: O POETA OPERÁRIO


Grita-se ao poeta:
“Queria te ver numa fábrica!
O que? versos? Pura bobagem!
Para trabalhar não tens coragem.”
Talvez
ninguém como nós
ponha tanto coração
no trabalho.
Eu sou uma fábrica.
E se chaminés
me faltam
talvez
sem chaminés
seja preciso
ainda mais coragem.
Sei.
Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira
é para fazer lenha.
E nós que somos
senão entalhadores a esculpir
a tora da cabeça humana?
Certamente que a pesca
é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnico
que produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos,
somente juntos remoçaremos o mundo,
fa-lo-emos marchar num ritmo célere.
Diante da vaga de palavras
levantemos um dique!
Mãos à obra!
O trabalho é vivo e, novo!
Com os aradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!

LÊNIN: DISCURSO DE ABERTURA DO PRIMEIRO CONGRESSO DA INTERNACIONAL COMUNISTA


Por encargo do Comitê Central do Partido Comunista de Rússia declaro inaugurado o primeiro Congresso Comunista Internacional. Antes de tudo, rogo a todos os pressentes a honrar a memória dos melhores representantes da III Internacional, de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo, fiquemos de pé.

Camaradas: Nossa assembléia reviste grande alcance histórico-universal. Demonstra o fracasso de todas as ilusões da democracia burguesa. Pois a guerra civil é um feito não somente na Rússia, mas sim nos países capitalistas da Europa mais desenvolvidos, como a Alemanha, por exemplo.
A burguesia tem um medo extremo ao crescente movimento revolucionário do proletariado. Isso se compreenderá se temos pressente que o curso dos acontecimentos, depois de a guerra imperialista, conduz inevitavelmente ao movimento revolucionário do proletariado, que a revolução mundial começa e cobra forças em todos os países.

O povo se da conta da magnitude e alcance da sua luta travada em nossos dias. Só falta encontrar a forma prática que permita ao proletariado exercer seu domínio. Uma forma assim é o sistema soviético com a ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado! Palavras essas que soaram em latim para as massas. Perante a propagação do sistema de soviets por todo o mundo, este latim foi traduzido para todas as línguas modernas; as massas operárias deram a forma prática da ditadura da ditadura. As grandes massas operárias a compreendem graças ao poder soviético instalado na Rússia, graças aos espartaquistas da Alemanha e as diversas organizações de outros países, como os Shop Stewards Committees na Inglaterra, por exemplo. Tudo isso demonstro que foi encontrada a forma revolucionária da ditadura do proletariado, que o proletariado já está em condições de aplicar na prática seu domínio.

Camaradas: Creio que depois dos sucessos da Rússia e depois da luta de Janeiro na Alemanha é de singular importância assinalar que também em outros países se abre caminho à vida e adquire domínio a novíssima forma do movimento do proletariado. Hoje, por exemplo, li em um jornal anti-socialista um comunicado telegráfico sobre o fato de o governo inglês ter concedido audiência ao soviet de deputados operários de Birmingham e expressou sua disposição a reconhecer os soviets como organizações econômicas. O sistema soviético venceu no solo da atrasada Rússia, senão na Alemanha, o país mais desenvolvido na Europa, assim como na Inglaterra, o país capitalista mais velho. A burguesia segue cometendo atrocidades, assassinam aos milhares os operários. A vitória será nossa, a vitória da revolução comunista mundial é certa.

Camaradas: Os saúdo cordialmente em nome do Comitê Central do Partido Comunista da Rússia, proponho que passamos para a eleição da presidência. Peço a sugestão de nomes.

10º ENCONTRO DOS PARTIDOS COMUNISTAS E OPERÁRIOS


"Assim será o século XXI, em seu começo haverá sombras e luzes, mais sombras do que luzes, depois o quadro se inverterá, a humanidade viverá tempos de grandes esperanças" João Amazonas

Sem dúvida nenhuma, o 10º Encontro dos Partidos Comunista e Operários, realizado no fim do ano passado em São Paulo será a imagem usada para retratar o período das esperanças.
Um marco na história do movimento comunista, no qual os grandes partidos revolucionários de todo o mundo marcaram presença discutindo diversos temas reunem-se num país central da região que mais apresenta alternativas ao imperialismo hoje para afirmar que o socialismo é a alternativa!

O Partido Comunista do Brasil, partido anfitrião, tem levantado várias questões teóricas buscando elevar o socialismo científico as necessidades do século XXI. Este encontro é a prova que o mundo todo está atento para as contribuições e confiante no papel de vanguarda que o partido revolucionário brasileiro desempenha e pode desempenhar nos acontecimentos deste século.

Os saldos deste encontro são muitos, porém 3 merecem destaque: Influência que o PCdoB e seu desenvolvimento teórico exercem no movimento comunista internacional; A consciencia dos revolucionários do mundo todo de que a América Latina é um de resistência e luta que merece atenção; e a reorganização dos trabalhadores a nível mundial, ensaiando retomar a ofensiva e tendo claro que a única alternativa à crise capitalista é o fim do próprio capitalismo e a construção da sociedade socialista.

Notícias e resoluções do encontro em: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=0&codigo=34&ex=esp

A ELEIÇÃO DE BARACK OBAMA: DÚVIDAS E INCERTEZAS


2008 já é um ano que jamais será esquecido, sem dúvida, a eleição de Obama para a presidência dos EUA é um fator ímpar na história. Além de ser uma resposta da sociedade estadunidense contra a política assassina de Bush e ao racismo (histórico nos EUA) esta eleição foi marcada por uma grande mobilização popular, que eu arriscaria dizer que vai na mesma onda das eleições de líderes populares em toda América Latina. O ícone do jovem político negro, de origem estrangeira e ex-líder comunitário levou a sociedade estadunidense (desde pessoas simples até intelectuais e artistas) a repensar a alternativa escolhida nas últimas eleições materializando uma reação.
O mundo inteiro vê com olhos de esperança a eleição de Obama, sem dúvida foi um passo importante dado pelo povo estadunidense ao mundo, mas este foi apenas o primeiro passo. Se quisermos ver mudanças realmente significativas (Fechamento de Guantánamo, Fim do Bloqueio à Cuba, Fim da ocupação no Iraque e etc.) o povo dos EUA deverá continuar organizado e mobilizado, pronto para ir às ruas sempre que preciso, tanto para defender quanto para pressionar o presidente eleito e todos aqueles que o acompanham.
Obama é presidente dos EUA e defenderá os interesses deste, sem ilusões, mas que pode iniciar um processo reorganização da sociedade estadunidense e de diminuição dos ataques imperialistas é um fato.
Obama não "entra em campo" num momento muito fácil. Além da desordem herdada da administração republicana, Obama terá que enfrentar uma crise que vai muito além da sua atuação e até mesmo do seu conhecimento. Crises são cenários perfeitos para o surgimento de ideologias extremas e de oposições raivosas. Hoje, a burguesia está muito mais hábil, o capitalismo muito mais difersificado, não esperem ver uma nova 29, essa crise ainda dará muito pano pra manga.
O mundo olha pra Obama, mas este é apenas um homem possivelmente bem intensionado. Os olhares devem ir além, o movimento e as aspirações que elegeram Obama devem continuar vivas e multiplicar suas forças.

MANIFESTAÇÕES CONTRA O ATAQUE DE ISRAEL A PALESTINA


MANIFESTAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

VIGILIA E ATO PÚBLICO NA CINELÂNDIA
DIA 8 DE JANEIRO - QUINTA FEIRA
Concentração na Cinelândia à partir das 15 horas
Carro de som NO Centro
ATO PUBLICO ÀS 17 horas
Solicitamos o apoio das diversas organizações do movimento popular, associações árabes e sindicatos para ajudar na convocatória e assim garantir um ato de solidariedade expressivo.
É importante recordar que o mês de Janeiro é particularmente ingrato para manifestações, dado o número de militantes, sindicalistas e estudantes de férias, no Rio de janeiro, por isso precisamos unir os esforços nesse sentido.
As organizações ou sindicatos que puderem construir seus prórpios panfletos convocatórios e organizar panfletagens devem faze-lo.
A comunidade árabe e mulçumana do Estado deve ser mobilizada.
Vamos construir um ATO INTERNACIONALISTA que mobilize a população do Rio de janeiro para solidariedade com os povo palestino.
BLOG NACIONAL: SOMOSTODOSPALESTINOS.BLOGSPOT.COM
Comitê de Solidariedade à luta do povo Palestino do Rio de Janeiro
Tel para contato: 81312146 (Stela)

BOICOTE À ISRAEL

SITE: http://www.bigcampaign.org/

ISRAEL X PALESTINA: UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS










É uma vergonha a guerra covarde travada contra a Palestina!

O internacionalismo proletário é uma das mais fortes demonstrações de superioridade histórica do proletariado!

Que cada trabalhador do mundo seja um foco de resistência ao ataque covarde!

Todo apoio aos movimentos de resistência palestinos contra a ocupação!

Que a bandeira de Yasser Arafat seja eterna!

50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA: GALERIA DE IMAGENS









50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA : TRIBUTO À FIDEL

Fidel Castro desde novo defendeu as causas do povo Cubano, líder estudantil era muito querido entre todos os estudantes, como advogado protegeu camponeses e trabalhadores gratuitamente, ganhando causas consideradas impossíveis contra famosos advogados, tornando-se grande defensor das causas populares, decidiu sair candidato, mas a ditadura instaurada por Fulgêncio Batista o impediu de exercer seu mandato.

No dia 26 de Julho, lidera um ataque frustrado ao quartel de Moncada, preso escreve o famoso manifesto intitulado "A história me absolverá". Anistiado vai para o México.

À bordo do navio Granma, junto com vários exilados cubanos treinados por ele volta a Cuba. Logo na entrada da ilha é surpreendido pelo exército de Batista. Sobram apenas onze (entre eles o médico da expedição e futuro comandante Che Guevara), decidem lutar: "Morremos pela revolução ou triunfamos com ela".

Junto com seu irmão Raul e do revolucionário argentino Che Guevara comandam a maior revolução da história da América Latina. Como primeiro país socialista da América, Cuba desafia os interesses dos EUA, Fidel não treme nem um minuto, sempre com um discurso empolgante conclama o povo cubano a resistir. Comanda a defesa do país na fracassada invasão americana na Baía dos porcos.

No plano internacional o povo cubano é o porta-voz dos povos oprimidos, ajuda povos asiáticos, africanos e principalmente latino-americanos na sua defesa por soberania contra as forças imperialistas.

Fidel e o povo cubano ainda pagam por sua coragem, o boicote norte-americano a Cuba, ainda afeta seriamente a economia cubana. Mas o cerco está acabando, mais focos de resistência começam a ameaçar a soberania Ianque, Cuba não está mais sozinha na luta.

Povo cubano continue a resistir, estamos chegando na linha de frente, de armas na mão se preciso for estamos totalmente dispostos a continuar a luta dos povos latino-americanos por sua liberdade.

Direita reacionária e entreguista, trema perante a força do proletariado latino-americano!

Que estes 50 anos sejam apenas o 1º passo da derrocada da capital em todo o continente!

Pátria ou Morte
Venceremos.